Plantar não é uma tarefa simples. É um processo que exige cuidado, paciência e, sobretudo resiliência.

Tudo começa com a qualidade da terra e da semente. Um solo fraco e pobre em nutrientes aliado a uma semente murcha certamente será um trabalho em vão. Por isso é importante tratar o solo e averiguar a qualidade da semente antes do plantio. Com esses dois ciclos completados seguimos para a germinação. Importante ressaltar que esses dois ciclos irão determinar a qualidade da colheita porque se a terra não estiver preparada e a semente em meia vida, a qualidade da colheita será comprometida, certamente.
A semente passará por um processo “doloroso”, pois “sairá da sua zona de conforto” para florescer. Até lá se passarão dias, e nesses dias em que deverá receber cuidados essenciais como água e luz solar. E esse ciclo é um ciclo de rupturas. O primeiro deles é quando a semente é “despertada” isso porque ao ser enterrada no solo e receber os estímulos da luz solar e água, algo dentro dela passa a entender que o tempo de despertar chegou. O tempo até despertar é o ciclo de romper a “casca” para, finalmente, encontrar o seu espaço para entrar na vida. Esse ciclo é baseado em espera...
E é nesse ciclo da espera que a paciência desponta como a aliada mais importante porque muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo exigindo adubação, luz solar, água, retirada da erva daninha... Lá dentro da terra a semente está se preparando para alcançar a luz e nem se dar conta de tudo o que já está sendo feito por ela aqui do lado de fora. E daqui de fora não se sabe se ela está evoluindo. Se está seguindo o ciclo para romper a casca e sair para a luz solar, finalmente, então a confiança é gerada.
Confiar que a semente sairá sã e robusta para o objetivo a que lhe estar destinado: dar muitos frutos de qualidade!
Finalmente a semente rompe a barreira que a separava da luz solar e desponta para brilhar, encantar e frutificar frutos bons e de qualidade para a alegria de quem pacientemente a plantou, regou, esperou e confiou.
No entanto entre a floração e a colheita é demandado mais paciência porque o tempo é exigido, e a perseverança deve seguir esse ciclo trazendo a esperança de que todo o esforço valerá a pena. Portanto o ato de plantar é definitivamente uma dádiva que poucos alcançam porque paciência, perseverança, esperança, resiliência alcança a poucos, mas o resultado encanta a todos que se deliciam com os frutos. E a semente descobre todo o seu potencial e celebra por ter aceitado o desafio de sair da sua zona de conforto. Todavia sem o apoio e todo o suporte que lhe foram necessários desde que a depositaram na terra, nada teria valido. Dessa forma tanto o que semeia quanto o que colhe são necessários nesse eterno ciclo que chamaremos de união.
É nesse ciclo de confiança que a perseverança impera tanto para o cuidador quanto para a semente.

Publicado originalmente em gramadoempauta.com.br.
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